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Editorial Zero Hora

| 22 de Janeiro de 2013

Limites da Ciência

Desde a aprovação do novo código de ética médica pelo Conselho Federal de Medicina ficou estabelecido o respeito e a autonomia dos pacientes. Isso quer dizer que de uma relação paternalista, em que o médico (detentor da técnica e ciência) muitas vezes impunha procedimentos e tratamentos aos seus pacientes, mudou para uma relação em que a autonomia do paciente (seus desejos, questionamentos e até crenças) passou a ser respeitada. Essa modificação vem em concordância com as mudanças do nosso mundo e sociedade, onde o fluxo de informações e a transparência são princípios fundamentais.
Atualmente, os pacientes dispõem de enorme quantidade de informação, que é extremante importante e salutar na relação com o médico e no entendimento da tomada de decisão por ambos. As decisões em medicina devem contemplar pelo menos três princípios bioéticos básicos: beneficência, não-maleficência e autonomia. Dentro desta lógica, o bem maior (preservar a vida) sempre deve ser considerado como prioridade.
O Conselho Federal de Medicina está deliberando sobre um tema de importância fundamental na saúde feminina: o direito de mulheres com mais de 50 ou 55 anos gestarem com auxílio de técnicas de Reprodução Assistida.
Essa discussão vai muito além apenas de determinarmos direitos ou a preservação da autonomia dos pacientes. Será que proibindo mulheres com mais de 50 ou 55 anos de engravidarem a sociedade (machista) não estará interferindo negativamente no corpo-sexualidade e autonomia feminina? Devemos impor limites?
Sim, devemos. A ciência pode, tecnicamente, fazer uma mulher de 60 anos gestar com um óvulo doado, mas a que risco? Uma série de doenças aumenta de forma significativa com a idade, mesmo que mulheres de hoje com 50 anos pareçam ter 30! O princípio da autonomia não pode sobrepor-se ao princípio da vida ou de não fazer mal (não maleficência) que devemos observar. Quando o risco for superior ao benefício a atuação médica deve ser contestada, mesmo que o paciente deseje sua realização.
A maternidade é uma dádiva que pode ser ajudada com o uso da ciência, mas não a qualquer custo. Mãe é definida pelo afeto e relações com seus filhos, não por um tubo de ensaio ou um laboratório cibernético. Assim como o médico, nesses casos, deve ser muito mais alma e coração mostrando aos casais que a vida é muito maior do que um risco exagerado e desnecessário.
Neste contexto, mulheres com a idade superior ao que possa determinar o CFM ou que tenham contraindicação de gestarem poderão exercer sua maternidade pela adoção, que é um ato de extrema bondade e doação para alguém que no futuro as chamarão de mães.

Fonte: Zero Hora

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